Finalmente, a Polícia Federal foi acionada a fim de investigar a participação ou não do ex presidente Lula nas operações denominadas Mensalão.
A delação provém de um mau caráter, o famigerado Valério. Acho que até entre bandidos caberia uma “espécie” de ética, mas no caso Valério está na fase do salve-se quem puder”. Tudo ou nada. Nada a perder.
Em seu ato dedurista ele liga Palocci a Lula, o que não é novidade para ninguém.
Como a maioria do povo brasileiro, não creio que ao final essa investigação vai dar em alguma coisa. Afinal, o calote legal da prescrição serve também para essas coisas.
Pessoalmente não acredito na inocência de Lula e muito menos na de Palocci, apesar da fonte delatora não valer nada. Mas achar ou não que a dupla é inocente de nada adianta. É puro achismo. O importante é provar. Ainda que eles possan se beneficiar, a essa altura, do benefício prescribendo. Mas pelo menos teremos certeza de algumas coisitas. Melhor do que morrer na dúvida.
Quanto ao ministro Fux, dou-lhe sim o benefício da dúvida em relação às insinuações sem prova do meliante Zé. Infelizmente nosso sistema de ascensão judiciária nos faz depender do Poder Executivo que, quando mal utilizado, pode sim, deixar seqüelas através de promessas ou de insinuações inteligentes. Faz parte da regra do jogo, nem sempre limpo. Melhor que o Poder Judiciário não dependesse de nenhum Poder Executivo na hora da promoção ou de indicação para ministro do STJ, do TST ou do STF. Aliás, até para a nomeação de desembargador o Judiciário depende da chancela do Poder Executivo.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
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