ESCRITOS DE JOAQUIM SÍLVIO CALDAS

Escritor, cronista e apaixonado por Natal
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terça-feira, 15 de outubro de 2013

O "Dia do Professor" de antigamente

Minha primeira professora foi minha saudosa mãe. Com ela aprendi as primeiras letras, entre Aracajú e Salvador. Depois, minha primeiras e inesquecíveis professoras foram dona Sirene e dona Mariana. Depois, fui crescendo e conhecendo outros inesquecíveis mestres, como meu próprio pai, os professores Luís Oliveira, André, Alto Nadler, Olegário, Aluísio Epitácio, Sá Barreto, Jaime Rito, Bento Carvalho.... Já na Faculdade recordo Sérgio, André, Bezerra, padres Torres, Aluísio Mosca, Franciscus Haasen, os irmãos Coelho (Introdução, Direito Civil e Economia),


além de outros cujos nomes no momento não correm, mas que estão perfeitamente impressos na minha lembrança, como o rofessor de direito administrativo, de direito tributário, de direito comercial. Levando em conta meus mais de quarenta anos de afastamento dos bancos escolares, é comreensível que não guarde todos seus nomes na memória, mas juro que estão perfeitamente guardados no fundo da minha alma e do meu coração.

Professor naqueles idos eram reverenciados não só pelo saber, mas pelos bons exemplos que nos davam. A começar pela própria apresentação. Normalmente, palitó e gravata. No mínimo, e a depender a matéria, utilizando jaleco ou outra indumentária apropriada.

- Sandália japonesa? – Nem pensar!

Quando o professor adentrava a sala de aula os alunos ficavam em silêncio e respeitosamente levantavam-se em sinal de respeito.

O Dia do Professor era repleto de manifestações, tanto por parte dos alunos como por parte dos professores mais novos em louvor dos mais antigos.

Particularmente, à noite, dona Maria, esposa do professor Bento Ferreira de Carvalho oferecia um distinto jantar em homenagem ao meu saudoso pai, do qual participei de muitos deles, já na qualidade também de professor.

Enfim, como esquecer o Dia do Professor daqueles idos?

E como deixar de lamentar os dias de hoje?

Como acreditar num país que está a desconstruir tão imortante peça do tecido social?



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