ESCRITOS DE JOAQUIM SÍLVIO CALDAS

Escritor, cronista e apaixonado por Natal
RN

jsc-2@uol.com.br


terça-feira, 12 de março de 2013

O cara


O cara vai ao bar, enche a cara, pega o carrão, sai ziguezagueando, atropela um operário que se dirigia ao trabalho, amputa-lhe o braço, que fica dentro do veículo e sem se importar com o acidente se manda.

Mais adiante, percebe que o braço amputado está no assento trazeiro do seu carrão. Pára o veículo, pega o braço, joga num canal e se manda de novo. Esconde o carro.

Não sei por que cargas d’água (remorso, talvez) apresenta-se acompanhado do papai ao delegado e conta, a seu modo, o que aconteceu.

Enquanto isso, no hospital, o amputado perde a chance de tentar recolocar o braço amputado, pois o braço desapareceu nas águas do canal. A medicina não pode fazer mais nada. A essa altura o auxiliar de serviços gerais fica prejudicado para o resto da vida, enquanto o filhinho de papai limita-se a dizer que “estou arrependido”.

Só falta esse fdp se apresentar no Faustão, domingo próximo e cantar: “Esse cara sou eu!”

Nenhum comentário:

Postar um comentário